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Warner Bros.

Produtora americana fundada em 1923 pelos irmãos Warner, que iniciaram a sua actividade cinematográfica em 1903 com a abertura de um nickelodeon. Gradualmente os irmãos expandiram as suas actividades para a produção e distribuição de filmes e em 1925 adquiriram a Vitagraph e a First Nacional Pictures. Um ano mais tarde a empresa cria a subsidiária Vitagraph com o objectivo, em conjunto com a Western Electric, de desenvolver um sistema sonoro para os filmes. Após algumas experiências, a Warner Bros. faz história quando estreia, em 1927, a primeira longa-metragem sonora da história do cinema: O Cantor de Jazz. De um momento para o outro a Warner deixa de ser uma empresa cinematográfica menor e transforma-se num dos maiores estúdios de Hollywood.

A produção da Warner durante a década de 30 explora o ambiente da Depressão que então se vivia e sob o comando de Jack Warner, Darryl Zanuck e Hal Wallis, a empresa produz uma memorável série de dramas e filmes de gangsters protagonizados por Edward G. Robinson, Humphrey Bogard e James Cagney. A produção do estúdio tinha por base uma política de redução de custos, fazendo com que realizadores e estrelas trabalhassem mais intensamente que em qualquer outro estúdio e, muitas vezes, por menor salário. Esta politica reflectia-se no ecrã, uma vez que os filmes da Warner eram uniformes e sem grandes adornos.

Nos anos 40, a Warner solidificou a sua posição como um dos maiores estúdios de Hollywood com um conjunto de filmes de sucesso, que incluíam as aventuras protagonizadas por Errol Flynn, os melodramas com Joan Crawford e os filmes de mistério interpretados por Humphrey Bogard.

Na década de 50, o estúdio, tal como o resto da industria cinematográfica américa, entra em dificuldades devido à competição da televisão e ao facto de o governo ter obrigado os estúdios a desfazerem-se das salas de cinema que possuíam. Como resultado destas dificuldades, o estúdio resolveu vender o seu catálogo de filmes produzidos antes de 1950 à Associated Artists, que rapidamente os vendeu à United Artists. 30 Anos mais tarde, o catálogo de filmes viria a ser adquirido pelo magnata da tv por cabo, Ted Turner, quando este adquire a Metro-Goldwyn-Mayer, em 1986.

Em 1967, a Warner é adquirida pela Seven Arts Productions e dois anos mais tarde pela Kinney National Service de Steven J. Ross. Sob a presidência deste, o estúdio diversifica as suas actividades, que passam a incluir interesses em áreas tão diversas como a produção televisiva, edição de obras literárias, parques de diversão, merchandising, entre outras. O estilo de gestão imposta por Ross, que não interferia com as decisões dos criativos e dava-lhes todo o seu apoio e lealdade, fez com que a Warner volta-se a ser um dos maiores estúdios de Hollywood.

Durante as décadas de 70 e 80, saem do estúdio sucessos de bilheteira como O Exorcista, A Torre do Inferno, Os Homens do Presidente, Super-Homem, entre outros, que permitem ao estúdio manter a sua posição cimeira na indústria cinematográfica, nomeadamente sob a direcção da dupla Robert Daly e Terry Semel. Em 1989 o gigante das publicações Time Inc. compra o estúdio, que continua a ser um dos mais importantes de Hollywood. Em 2000, a Time Warner funde-se com o gigante da internet AOL, criando a maior empresa de comunicações do mundo: a AOL Time Warner.

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